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Guia de Vacinação de Gatos

 

 

Guia de vacinação felina

 

 

Em 1998 a American Association of Feline Practitioners (AAFP) publicou o primeiro guia de recomendação vacinal para gatos, enfatizando que os gatos adultos fossem vacinados a cada três anos para panleucopenia felina (parvovírus). Em 2000 o mesmo publicou a segunda edição do Guidelines for feline Vaccination recomendando que os reforços fossem realizados “a cada três anos” incluindo o herpesvírus-1 felino, calicivírus felino e o vírus da panleucopenia felina, ou seja, a vacina polivalente felina conhecida como V3. Em 2006 publicou Feline vaccine advisory panel report e atualmente a Academy of Feline Medicine (AFM), a AVMA council on biologic and theraprutic Agent’s e diversas pesquisas concordam quanto a reforços a cada três anos.

 

Os guias de vacinação não representam um protocolo de vacinação, mas recomendações que servem como instrumento que os clínicos utilizam para elaborar um protocolo de vacinação racional e apropriado ao paciente. Ainda a grande diversidade de vacinas no mercado, o tipo de vacina (vírus vivo atenuado, modificado, inativado, proteína recombinante) a tecnologia empregada, a segurança, os adjuvantes… tudo isso é analisado na escolha da marca da vacina.

 

As recomendações das vacinas se baseiam no conceito de vacinas core (essenciais ou nucleadas), non-core (não essenciais ou não-nucleada) e não recomendadas.

 

Vacinas Core, Nucleadas ou essenciais

As vacinas core são indicadas a todos os gatos e cães atendidos na clínica, devida a gravidade da enfermidade provocado pelo microorganismo, risco de transmissão e potencial zoonótico

São consideradas essenciais ou core: Panleucopenia felina (Parvovírus felino), herpesvirus-1, calicivírus e raiva inativada ou recombinante, infelizmente ainda não se vende a recombinate da raiva no Brasil.

 

Vacinas non-core, não nucleadas ou não essenciais

São as vacinas recomendadas para cães e gatos com risco de razoável de exposição a um microorganismo sabidamente infeccioso.

São consideradas não essenciais ou non-core: vírus da leucemia felina (FELV), Virus da imunodeficiência felina (FIV), Clamydophila felis e Bordetella bronchiseptica.

 

Vacinas não recomendadas

São vacinas não recomendadas para cães e gatos, pois o microorganismo causa uma doença branda ou auto-limitante e às vezes os efeitos adversos da vacina não compensam seu uso.

São consideradas não recomendadas: Giardia spp e peritonite infecciosa (PIF).

 

Duração das vacinas

A duração da vacina de panleucopenia, herpesvírus-1 e calicivírus uma proteção segura de 3 anos. As Vacinas de vírus da leucemia felina (FELV), Clamydophila felis, Bordetella bronchiseptica e Giárdia spp tem duração de 1 ano.

 

 

 

Protocolo de vacinação para gatos

Idade à vacinação

Vacina core essencial

 

Vacina non-core (opcional)

9 - 10 semanas

Panleucopenia  felina

Herpesvírus-1

Calicivírus

FeLV

B. Bronchiseptica

Clamydophila spp.

 

12 -14 semanas

Panleucopenia

Herpesvirus-1

Calicivírus

+ Raiva

FeLV

B. Bronchiseptica

Clamydophila spp.

 

+ 1 ano

Panleucopenia

Herpesvirus-1

Calicivírus

+ Raiva

FeLV

B. Bronchiseptica

Clamydophila spp.

 

+ 2 anos

Raiva

FeLV

B. Bronchiseptica

Clamydophila spp.

 

+ 3 anos

Raiva

FeLV

B. Bronchiseptica

Clamydophila spp.

 

+ 4 anos

Panleucopenia  felina

Herpesvírus-1

Calicivírus

FeLV

B. Bronchiseptica

Clamydophila spp.

 

         

Marcas de vacinas para gatos

Marca

 

Nome Comercial

Tipo de antígeno

 

Adjuvante

Observação

Fort Dodge- Pfizer

Fel-o-vax®PCT (V3)

inativado

Sim

Uso em prenhes

 

Fel-o-vax®IV (V4)

inativado

Sim

Não informado

 

Fel-o-vax®LvK IV (V5)

inativado

Sim

Uso em prenhes

 

 

 

 

 

Merial

Feline 4 ® (V4)

Vírus vivo atenuado

Não

Não recomendado em prenhes

 

 

 

 

 

Pfizer

Felocell CVR®  (V3)

Vírus vivo atenuado

Não

Não recomendado em prenhes

 

Felocell CVR-C® (V4)

Vírus vivo atenuado

Não

Não recomendado em prenhes

 

 

 

 

 

Shering- plough

Quantum ®felis (V4)

Vírus vivo atenuado

Não

Não recomendado em prenhes

Virbac

Feligen ® CRP

Vírus vivo atenuado

Não

Não recomendado em prenhes

 

Feligen CRP- R® (V3 + R)

Vírus vivo atenuado + raiva inativada

Não

 

 

 

 

Para que a vacinação trienal seja bem sucedida é necessário levar em conta a idade do paciente, o estilo de vida, doenças auto-imunes, imunodeficiências congênitas ou adquiridas, desnutrição, infecções, medicamentos imunosupressores.

È recomendado a vacinação V3 de animais com FIV e FELV, entretanto a vacinação deve ser realizada anualmente pois a resposta imunológica não é igual de uma gato saudável.

 

Em filhotes recomenda-se a vacinação com 9-10 semanas a primeira dose da V3, 12-14 semanas a segunda dose da V3 e a anti-rábica, apos um ano vacinar novamente com a V3 e então passar a vacinar a cada três anos.

 

Com 9 a 12 semanas já não esta mais presente os anticorpos maternos, garantindo uma boa resposta imunológica à segunda dose vacinal, no entanto quando o índice de anticorpos maternos é alto os filhotes podem ter necessitar uma terceira dose. Em filhotes que a mãe apresentava baixo titulo de anticorpos, não garantiam 6 semanas de proteção ao seus filhotes, devendo-se avaliar se a mãe foi vacinada, para recomendar a vacinação precoce dos filhotes.

 

Em gatis as recomendações sugerem a vacinação de gatos com 6 semanas para parvovírus felino

 

 

 

 

 

Atualmente o intervalo anual de revacinação tem sido cada vez mais questionado como sendo

arbitrário e estabelecido com base em conveniência e dados científicos limitados. A conveniência ocorre por parte dos veterinários, porque a grande maioria dos proprietários não leva o seu pet ao médico e a única oportunidade de sua saúde ser avaliada anualmente é através da imposição da vacinação anual, que é realmente desnecessária. Se a vacina deve ser realizada a cada três anos, existe ainda o risco de o proprietário decidir vacinar seu gato a cada cinco anos. Isso acontece também com os humanos, nós temos que tomar a vacina da hepatite B e do tétano a cada dez anos, no entanto a grande maioria só tomou uma vez quando era criança, ou ainda cada 20 anos!

 

Não quero generalizar as questões aqui abordadas, sei que existem exceções, mas ainda são poucos os proprietários que vacinam e levam seu animal ao médico, as estatísticas apontam para aproximadamente 17%.  

 

Porque vacinar a cada três anos?

 

Para a maioria das doenças de felinos e caninos, o intervalo ótimo de revacinação baseia-se na duração da imunidade após a vacinação. Diversas pesquisas apóiam a durabilidade imunológica de quatro, cinco, seis, sete anos ou mais em relação à vacina polivalente V3 felina. Estas pesquisas são baseadas em estudos sorológicos, onde o animal é vacinado e seu soro é analisado quanto à produção de anticorpos específicos para cada antígeno da vacina. Esses anticorpos são imunoglobulinas produzidas por linfócitos que são capazes de destruir o agente infeccioso podendo ser ele vírus, bactérias, protozoários e fungos. Então porque vacinar anualmente se animal desenvolve uma imunidade máxima e segura de três anos?

 

 

Outro fator de risco para vacinação anual é o risco de formação de sarcoma no local da injeção. Em um estudo, a prevalência foi estabelecida como sendo de 158 casos em 434.638 gatos, ou seja, 3,6 casos/10.000 gatos. Em outro estudo, a prevalência foi relatada como sendo de 1,9 casos/10.000 gatos. Mais recentemente, epidemiologistas usaram um banco de dados de 31.671 gatos e estabeleceram uma prevalência de 0,63 sarcomas/10.000 gatos.  Além dos efeitos adversos apesar de raríssimos podem ocorrer letargia, pirexia, alopecia, anorexia, perda de peso e hematúria.